O termo “Estado da Arte” é o que melhor define o crossover da Mandolin Ceramik II, não só pelo inusitado projeto de série-paralelo (uma topologia pouco usada por exigir, como premissa, o uso de componentes espetaculares em sua execução – exatamente o que aqui encontramos) como também pela qualidade de seus componentes: capacitores copper-wax da Jupiter Condensers, um dos mais conceituados fabricantes de capacitores para o mercado de áudio high-end, bobinas e resistores não magnéticos da Mundorf, fiação especial em cobre e prata e binding posts Furutech com torquímetro acoplado. Todos estes componentes foram escolhidos para ter um perfeito casamento com os alto-falantes utilizados, criando um sistema em completa sinergia.
Além do extremo cuidado na escolha dos componentes, optamos também por uma contrução ponto-a-ponto, uma técnica muito mais trabalhosa mas que traz inúmeras vantagens em performance devido à significativa redução de capacitâncias e resistências no fluxo de áudio (é usual encontrarmos, mesmo em caixas do segmento high-end, placas de circuito impresso nos crossovers – mais baratas e simples para a produção mas com inúmeras desvantagens sob o ponto de vista de performance).
Nossa intenção no desenvolvimento da Mandolin Ceramik II foi o de criar uma experiência emocional cativante e realística, que associa simultaneamente dinâmica, precisão timbrística, resolução, micro-dinâmica e musicalidade como no mundo real. Para tal, uma das decisões fundamentais foi a escolha dos melhores alto-falantes disponíveis no mercado que pudessem associar de forma superlativa todos estes fatores.
Como um breve histórico, Bernhard Thiel inventou em 1984 um processo de produção de folhas finíssimas de corindo, um mineral de óxido de alumínio (Al2O3). Este processo tornou possível a criação de cones de alto-falante extremamente rígidos, leves e altamente amortecidos, ampliando a banda de resposta e reduzindo drasticamente a distorção em relação aos métodos tradicionais, obtendo assim uma reprodução sonora com uma pureza nunca alcançada. Quando associado a magnetos de neodímio, a mais perfeita liga para o controle de alto-falantes, o resultado alcança características de distorção tão baixas quanto 0.07%, algo inédito para estes componentes que, até então, sempre representaram o “elo fraco” em todos os sistemas de áudio.
A Mandolin Ceramik II usa em seus tweeters e médios os melhores drivers cerâmicos produzidos pela empresa alemã Accuton, fundada por Bernhard Thiel.
Para os woofers selecionamos os drivers da série “Satori” da dinamarquesa SB Acoustics. São drivers com EGYPTIAN PAPYRUS™, uma material de fabricação própria e que agrega simultaneamente as melhores características dos cones de papel e alumínio, garantindo graves com ótima resposta a transientes porém extremamente musicais, em mais uma associação dentro do universo Audiopax de precisão com musicalidade. O uso de dois alto-falantes de 6.5” em paralelo garantem neste caso a superfície equivalente a uma unidade de 10″, com uma demanda de metade da excursão e consequentemente obtendo metade da distorção por intermodulação. Com isso conseguimos criar uma caixa acústica extremamente elegante e de tamanho reduzido mas com todo o poder dos graves de caixas muito maiores.
Além do incrível número de características criadas especificamente para o máximo de performance final ela também agrega elementos que a tornam uma das mais belas caixas acústicas do mercado. Sua traseira segue o contorno perfeito de um quarto de elipse e harmoniza com perfeição às suas laterais inclinadas, criando a impressão de uma caixa pequena, delicada, feminina. Seu acabamento é feito com resina epóxi e pintura automotiva em sete camadas e seu baffle tem detalhes de marchetaria similares às utilizadas na icônica série D28 do início do séc. XX da Martin Guitars – um clássico!